Mucuna Pruriens, contra a doença de Parkinson

    A levodopa da Mucuna Pruriens, ao agir sobre a produção natural de dopamina, favorece a recuperação dos impulsos, reduz a rigidez muscular e os tremores em doentes com Parkinson

    Mucuna Pruriens, também conhecido por Feijão veludo ou Feijão-da-florida.

    A natureza nunca deixa de nos surpreender. Se não, olhe para esta estranha planta leguminosa de origem tropical, também conhecida como Feijão de veludo, a Mucuna Pruriens.

    É realmente impressionante, que esta planta usada há séculos pela Ayurveda, a medicina tradicional indiana, são-lhe atribuídas 200 indicações terapêuticas. Sim, leu bem : mais de 200. Isso faz com que, possivelmente, estejamos a falar de uma "super planta" medicinal, dada a sua capacidade de oferecer um remédio para um grande numero de doenças de diferente origem, tipo e condição.
    Dentro da sua vagem encontra-se um extraordinário potencial de cura: desde um tónico potente ou restaurador, um excelente afrodisíaco, um antipirético contra a febre ou alívio da dor menstrual, até mesmo um antídoto para o veneno da picada de cobras, como a víbora malaya ou a cobra cuspidora.

    E, no entanto, todas estas propriedades excepcionais são relegados para segundo plano quando a Mucuna Pruriens nos mostra todo o seu verdadeiro poder: a sua capacidade de controlar a doença de Parkinson.

    Parkinson é uma doença neurológica crónica, degenerativa e incapacitante.

    É uma das doenças conhecidas como "doenças sociais", já que a deterioração que provoca incide directamente na vida social do doente, que reduz a sua rede de contactos e a intensidade e qualidade dos mesmos, além do dia-a-dia de quem o assiste, que recebe uma grande carga de trabalho adicional.

    Tudo em um, segundo a ciência

    Apesar das mais de 200 indicações iniciais atribuídas pela Ayurveda, e devemos isso ao rigor científico, vamos concentrar-nos apenas sobre aquelas que são apoiadas por pesquisas.A Mucuna Pruriens actua eficazmente sobre diferentes doenças, como é evidenciado pelas suas propriedades terapêuticas:

    Tem carácter anabólico, aumentando os níveis da hormona do crescimento, necessária para manter a juventude do corpo e o correcto funcionamento do sistema nervoso.

    Também é indicada para aumentar a massa muscular na prática desportiva.

    A nível cardiovascular, é capaz de reduzir as taxas de colesterol no sangue até 61% e os níveis da glicose até 39%.

    A nível digestivo, protege a mucosa gástrica de possíveis lesões.

    A Mucuna tem uma forte ação afrodisíaca, aumenta a libido e o desejo sexual de homens e mulheres, e nos homens com problemas de fertilidade aumenta o número e a mobilidade dos espermatozóides.

    Também tem efeito diurético, aumenta a resistência do tecido (a capacidade dos tecidos se reconstruirem em caso de lesão) e melhora a coordenação.

    Como se pode ver, a Mucuna fornece soluções para doenças, na sua maioria relacionadas com o envelhecimento. Por isso vamos a falar sobre essas indicações e analisar com profundidade a relação entre esta planta e as doenças relacionadas com a idade.

    As sementes de Mucuna: um segredo bem guardado

    A vagem da Mucuna Pruriens esconde um autêntico tesouro médico: as suas sementes.

    Estes pequenos grãos de cor preta ou castanho brilhante fornecem fibras, minerais, alguns aminoácidos, como a glutamina, compostos fenólicos, taninos e fitoesteróis vegetais.

    Mas o que é realmente importante é que eles são extremamente ricos numa substância chamada L-Dopa ou levodopa, o principal precursor da hormona dopamina.

    E, aí reside precisamente o seu principal activo terapêutico.

    A dopamina é o mais importante neurotransmissor do sistema nervoso central. Algo como o canal que transmite os impulsos nervosos e regula várias funções motoras, a afectividade e a emotividade.

    Para poder sintetizar a dopamina, a partir de um aminoácido chamado L-tirosina, o qual se transforma na levodopa antes de dar lugar, finalmente ao neurotransmissor dopamina.

    Isto é, a levodopa presente nas sementes da Mucuna é a fase intermédia e inevitável para alcançar a dopamina, o neurotransmissor que tem um impacto directo sobre a sintomatologia, o desenvolvimento e a evolução da doença de Parkinson.

    E isso, para um doente com Parkinson significa três palavras de esperança: qualidade de vida.

    A levodopa e a doença de Parkinson

    Assim foi validado com numerosos estudos que destacam a estreita relação entre a perda do neurotransmissor dopamina e os transtornos da postura e dos movimentos instáveis característicos da doença de Parkinson.

    Os tremores nos membros e articulações e a rigidez muscular são o cartão de apresentação da doença de Parkinson, a sua identidade e o verdadeiro estigma desta doença. E o que é pior, não só para o doente mas também para os familiares mais próximos.

    A perda da dopamina é o principal responsável por esta disfunção muscular. Assim a toma de levodopa é o tratamento mais eficaz para o controle da Parkinson, uma vez que é capaz de atravessar a barreira hematoencefálica e ser "presa" pelos neurónios para ser convertida numa quantidade adicional de dopamina.

    Infelizmente, devemos salientar que se trata somente de combater e controlar a Parkinson, e em caso algum de derrotar um mal que actualmente não tem cura.

    Mas ainda assim, para lidar com a doença e adaptar-se da melhor maneira possível ao seu dia-a-dia é algo que não tem preço para um doente com Parkinson.

    Tal é a eficácia da levodopa, que embora tenham aparecido recentemente novas drogas com acção antiparkinsoniana, esta substância continua a ser a mais eficaz no controlo da Parkinson, e até agora é considerada como tratamento de referência em termos de ação terapêutica.

    A Levodopa mais natural

    Voltando à Mucuna Pruriens, são vários os estudos internacionais que corroboram que, graças ao seu alto teor de levodopa natural, esta planta é ainda mais eficaz do que as drogas sintéticas desta substância, em parte, associado ao seu poder antioxidante.

    Além disso, o nosso organismo não assimila eficazmente outras apresentações à base de levodopa sintética.

    Ao agir sobre a produção natural de dopamina, a levodopa da Mucuna Pruriens favorece a recuperação dos impulsos e, portanto, reduz a rigidez muscular e os tremores em doentes com Parkinson, ajudando-os a viver melhor.

    E se alguém próximo (amigo ou familiar) sofre de Parkinson, convidamos a encaminhar este artigo. Estará a fazer-lhe um grande favor.

    Pode encontrar aqui o suplemento alimentar DOPA Mucuma da marca Now Foods.